domingo, 27 de março de 2011
Derramamento de devaneios.
As vezes o mundo parece mais bonito e o céu ta cinza claro, as vezes eu pego meu casaco e me sinto bem, as vezes é tao facil conviver comigo mesma, é tao bom me sentir legal, qe fica até mais facil olhar pro lado e me ver sozinha.
Eu posso pegar um livro e le-lo em um dia, fecha-lo em meu colo e sorrir, eu posso ouvir minhas musicas e me inspirar,posso tirar fotos pra você, posso escrever coisas e te dar pra ler, mas eu posso olhar para o lado e me ver sozinha e não me sentir pessima por isso, talvez eu me baste, talvez eu estaja aprendendo a ser minha, talvez no fim de tudo isso meu valor seja alto de mais.
Eu posso ser poetica, posso usar de metaforas e eufemismos, posso até rimar, para que assim você se lembre de mim de uma forma tristemente bela, ou so triste, mas não realista, porque para ser sincera minha realidade as vezes me assusta, e provavelmente a você tambem.
Eu posso pegar um livro e le-lo em um dia, fecha-lo em meu colo e sorrir, eu posso ouvir minhas musicas e me inspirar,posso tirar fotos pra você, posso escrever coisas e te dar pra ler, mas eu posso olhar para o lado e me ver sozinha e não me sentir pessima por isso, talvez eu me baste, talvez eu estaja aprendendo a ser minha, talvez no fim de tudo isso meu valor seja alto de mais.
Eu posso ser poetica, posso usar de metaforas e eufemismos, posso até rimar, para que assim você se lembre de mim de uma forma tristemente bela, ou so triste, mas não realista, porque para ser sincera minha realidade as vezes me assusta, e provavelmente a você tambem.
terça-feira, 8 de março de 2011
“A fotografia”
Ela tinha olhos verdes, o tipo de verde que não diz muito sobre a pessoa, um verde misterioso e profundo, e madeixas castanhas desprendia-se em cachos e emolduravam a bela face sorridente.
Ele podia sentir o frio na pele, deixado pelos pingos de chuva ínfimos, que não o tocavam, e nem mesmo caiam, mas ele podia sentir, assim como podia ouvir a música ‘asleep’ que tocava no som desligado, a música emanava-se pelos ares como a fumaça enegrecida presente ali, e a chuva tocava-lhe o corpo causando arrepios, as duas em uma reciprocidade amigável o atingiam.
Algumas lágrimas juntavam-se num choro, não o pranto desesperado, o qual já tivera acostumado um dia, mas apenas uma plangência nostálgica dos tempos que se foram, e que ficaram gravados para sempre, tanto naquela foto como em sua memória.
Charlie se levantou, a velha foto desgastada depositou no bolso interno do terno, afinal escritores sempre usam terno e gravata, tomou mais um gole de seu conhaque prostrado sobre a mesa e voltou-se para a enorme janela de vidro, que cobria uma parede quase inteira, Nova York mostrava-se apática a sua própria apatia e ele não se importava mais.
Seus olhos, ainda lagrimejantes e vermelhos por causa da fumaça e da falta de sono, percorreram o cômodo no qual se encontrava, um escritório bem conservado e bem arrumado se prostrava a sua frente, um computador portátil jazia imóvel em cima da mesa, ao lado da marca circular onde estivera o copo, que agora estava seguro entre seus dedos, uma barra negra piscava numa página em branco na tela, a barra aparecia e desaparecia de maneira inebriante e frustrante, para ele, e ao mesmo tempo. As luzes do monitor eram as únicas acesas no ressinto esfumaçado, que tinha um cheiro agridoce de conhaque, café e cigarros, as paredes eram todas cobertas por prateleiras, a exceção de uma, que tinha uma grande e austera porta de mogno e a outra com a janela toda de vidro pela qual ele olhava nova york anteriormente.
Em uma das prateleiras que estavam repletas de livros, descansava a sua primeira máquina de escrever, ele esboçou um sorriso ao vê-la encarando-o tão veementemente, e se lembrou como em muitas outras ocasiões, mas nessa em especial, qual fora seu real e mais precioso presente naquela mesma noite de festas natalinas.
Fazia muitos anos que ele não via a garota de olhos verdes, e madeixas castanhas e cacheadas, da foto velha e desbotada, depositada agora em seu bolso, mas não havia um só dia em que achasse possível esquecer-se de seu primeiro beijo e seu primeiro e verdadeiro amor.
Ele ainda escrevia e escreveria muitas vezes sobre ela, tanto naquela maquina como em qualquer outra, e foi isso o que ele pensou antes de sentar-se na cadeira de frente a mesa, e começar a digitar de maneira quase frenética.
[Baseado em ‘As vantagens de ser invisível’, Paula Folly]
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